quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Blogagem Coletiva


Adoção, um ato de amor, fraternidade, nobreza...
Já foi muito difícil o processo de adoção, não, ainda não está fácil, mas as coisas têm melhorado bastante.
Foi criado o Cadastro Único, na verdade m projeto de lei pela Uniformidade Nacional no Critério de Adoção, isso porque as leis são diferentes em cada estado (salvo engano funcionará assim: o casal ou pessoa interessada em adotar faz o cadastro e este fica disponível em todo Brasil, agilizando e facilitando o processo de adoção, porém ainda é lento e burocrático).
Lembro de ter conversado com uma ex-professora de Matheus, ela passou um tempão esperando para adotar o filhinho e só conseguiu adotar o bebê no sul e isso porque conhecia uma pessoa do serviço social e ‘facilitou’ um pouco o processo, mas ela queria uma menina e só tinham um menino, mesmo assim ela adotou...
Acredito que ficaria mais fácil se as famílias não fizessem tantas exigências (cor de cabelo, olhos, sexo, idade, cor da pele) e adotassem crianças maiores e não só bebezinhos, o preconceito ainda é muito grande...
Existem 80.000 crianças que vivem em instituições a espera de uma família no Brasil, e não faltam famílias interessadas, são 8.000 famílias brasileiras, além de famílias francesas (como uma que conheci quando trabalhava no hotel, adotaram 3 irmãos) e italianas, o que acontece é que existe muita burocracia e morosidade ainda.
Tem uma coisa que acredito que seja de grande importância: deixar a criança ciente que ela á adotada, mas que foi esperada, desejada e é amada como um filho biológico, afinal, a espera pela adoção é bem parecida com a gravidez, a diferença é a burocracia e o fato da mãe não sentir a criança no ventre e na maioria das vezes não amamenta, sem falar que evita traumas e ‘revoltas’ desnecessárias, quando o filho descobre que é adotado, o que aconteceu exatamente com minha prima que descobriu na pré-adolescência, foi uma confusão...
Eu sempre quis ter (dois) filhos, sonho com o dia que sentirei um filho ou filha crescendo no meu ventre, sonho em amamentar, educar... Mas já faz um tempo que penso em adotar, penso em ter um e adotar outro...
Bem, fica o meu desejo para que a burocracia e morosidade diminuam em passos largos e para que as pessoas que desejam ser pai e mãe pensem na possibilidade de adotar...
Encontrei um site interessante: o Adoção Brasil

4 comentários:

Espaço Mensaleiro disse...

Vim visitar sua postagem.

Linda!

Muito obrigada.

Eliana

DO disse...

Disse bem,Cecilia: as regras precisam mudar e diminuirem tantas exigencias. facilitaria a vida de todos.

Beijos!

Jens disse...

Oi Cecília.
Antes de mais nada, obrigado pela visita lá na Toca e no Palimpnóia. Quanto ao post sobre a adoção: não consigo entender a razão de tanta burocracia para adoção, quando existem tantas crianças carentes de afeto, amor e proteção. É por isto que existem muitas adoções ilegais. Além de suavizar os entraves burocráticos, acredito que o governo deveria patrocinar uma campanha institucional nos grandes meios de comunicação enfatizando a importância da adoção. Trata-se de um gesto que deve ser motivado, antes de tudo, pelo desejo de dar amor e proteção a quem precisa.
Um beijo.

Zeca disse...

Oi, Cecília!

Ótima a sua abordagem!
Se os candidatos a pais/mães adotivos diminuissem suas exigência, certamente o sistema perderia um pouco dessa morosidade. E quem ganharia com isso seriam as crianças, que teriam maiores possibilidades de serem criadas em um lar, com amor e carinho.
Aém disso, o governo precisa rever os entraves burocráticos ainda existentes.

Beijo.