sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Somos invisíveis??

Somos invisíveis? É bem possível que uma grande maioria de nós já tenha se questionado dessa forma, em algum momento.

Acontece quando se entra em uma loja e o atendente nos ignora.

Ou quando frente a um balcão de alguma companhia aérea, tentando saber se o vôo está no horário. Ou, ainda, em algumas repartições públicas, à cata de informações.

O responsável, isto é, a pessoa ou pessoas que ali estão, simplesmente ignoram a indagação, o pedido, a presença.

É como se fôssemos invisíveis. Para aqueles que lidamos com a imortalidade, que estudamos a respeito da vida que nunca cessa, o primeiro pensamento que nos acode, ao nos sentirmos assim ignorados é: Será que eu morri e não me dei conta?

Terei acaso atravessado a aduana da morte sem me aperceber? Será por causa disso que as pessoas não me vêem, não me respondem?

No entanto, além dessas situações, de um modo geral, quase todos nos movemos no mundo sem darmos atenção aos demais.

É assim que caminhamos pela rua, olhando para frente, atentos ao semáforo, aos sinais de trânsito, aos nomes das ruas, aos números, sem olhar ao nosso redor.

Por isso, é comum esbarrarmos nos outros, desde que não atentamos para as suas presenças. Esbarramos e continuamos em frente, ao encalço do nosso objetivo, sem nos determos sequer para pedir desculpas.

Ou para auxiliar a pessoa a juntar o que a fizemos derrubar com nosso esbarrão. Isso, quando não é a própria pessoa que perde o equilíbrio e vai ao chão.

É assim que, quando se abrem as portas dos coletivos urbanos, saímos como quem precisa apagar incêndio logo adiante.

Existem os que vão abrindo caminho, à força, batendo com a mochila que trazem às costas nos que aguardam, nas filas, e continuam em frente.

Pisam nos pés alheios, mas prosseguem andando. Na ânsia de alcançar o seu destino, rapidamente, carregam consigo o que estiver no caminho: embrulhos, livros... das outras pessoas.

Mas nunca se detêm a pedir desculpas.

Porque nada vêem, nada sentem, nada percebem. Somente eles existem em trânsito.

Em filas de cinema, supermercados, bancos, repartições, a questão não é muito diferente.

Pessoas que se dizem com pressa, com compromissos urgentes, passam à frente de outras que aguardam há muito tempo.

Para elas, não existe ninguém mais do que elas mesmas. E o seu problema, a sua dificuldade.

* * * * * * * * *

Se estamos no rol dessas pessoas afoitas, insensíveis, que somente vêem a si mesmas, estanquemos o passo.

Olhemos ao redor, observemos, respeitemos os que compartilham o mesmo ônibus, a mesma lanchonete, a mesma repartição pública.

O fato de termos que resolver muitas questões não está dissociado da possibilidade de sermos gentis, delicados, atenciosos.

Não nos impede de olharmos ao redor, de ceder o lugar a um idoso, uma grávida, alguém com dificuldade física.

Pensemos que tanto quanto nós não desejamos ser tratados como invisíveis, não devemos assim proceder com relação aos demais.

Somos todos humanos, necessitados uns dos outros.

Ajamos pois, como quem já se alçou à Humanidade e deseja prosseguir caminho, rumo à angelitude, nosso passo seguinte.

Redação do Momento Espírita.
Em 21.10.2008

6 comentários:

Georgia disse...

Oi, desta vez sem tempo para te ler. Mas estamos vindo aqui dar um alô de que a blogagem da Adocao comeca na Segunda-feira e termina no Sábado.

Escolhe por favor um dia para postar o seu texto e nos avise por favor.

Um abraco do Dacio
http://casadefestas.blogspot.com/

e da Georgia
http://blog-blogagem.blogspot.com/

ronaldo ichi disse...

De muitas maneiras, vamos nos deixando contaminar pelos nossos afazeres e pressa. Do mesmo jeito que eles não nos veem, nos também não os vemos. Não agradecemos, não sinalizamos.

Quando vim para SP senti isso. Pois aqui as pessoas são bem mais "frias". Nos shoppings da vida, se assustam quando dizemos "obrigado" pelo atendimento.


Reverter isso em cada um de nós é uma boa pedida né?



Beijos!!!!

ah... está linkada também!!!

DO disse...

Verdades,Cecilia!!

Infelizmente isto é uma realidade nas nossas vidas. Ainda mais nas grandes metrópoles.Isto é fato!!

Beijos!!

loba disse...

Este é um dos ônus dos ossos tempos: a gente deixa que a vida nos leve e mal tomamos conhecimento do que está ao nosso redor.
Mas é sempre bom encontrar textos como este. Nos faz parar e refletir. Afinal, da vida a gente leva a vida que a gente leva, né?
Beijocas, menina!

Guto Oliveira disse...

Perfeito! Quie todos leiam este texto, que todos reflitam sobre ele e façam a sua parte. Parabéns, Cecília. Um beijo mineiro.

http://quasepoema.zip.net

ALF disse...

É incrível como o ser humano só se preocupa em olhar o seu umbigo. Pouco importa os outros, apenas ele. Todos temos os nosso problemas, ninguém é mais que ninguém.

Absurdo essas pessoas "viverem" dessa forma, como que zumbis ou robôs. A rotina estraga...

Grande Beijo