quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal

Simbologia

Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.



Presépio

José e Maria iam para Belém, na Judéia, quando Maria sentiu que a criança ia nascer. Procuraram então, um lugar sossegado e encontraram uma gruta que servia de curral (ou presépio, do latim praesepiu, lugar onde se recolhe gado; curral; estábulo). No local, improvisaram um berço, forrando de palhas a manjedoura (lugar de manjar, de comer) dos animais.

Vem daí o costume do presépio. Além da Sagrada Família (José, Maria e Jesus), apareceram também cordeiros, bois, asnos, galos e outros animais próprios de curral.




Reis Magos

Os Reis Magos foram personagens que, guiados por uma estrela, viajaram até Belém para adorar Jesus. Mago é expressão que vem de Heródoto, 420aC, referindo-se a todos os que se interessavam pelas coisas do céu – hoje, equivalente a astrônomos e astrólogos. Os magos vieram do Oriente a Jerusalém. Eles diziam ter seguido uma estrela diferente das outras e chegaram a Belém em camelos, para adorar o menino Jesus e oferecer-lhe presentes.

O primeiro presente foi ouro, o segundo incenso e o terceiro mirra (resina extraída de árvore nativa da África, que serve para fabricação de perfumes). O mago Melquior era europeu, o Baltazar era africano e Gaspar era asiático. O 6 de janeiro é o dia consagrado aos magos, data que encerra o ciclo de Natal, o chamado Dia de Reis.




Estrelas

São astros luminosos que mantêm praticamente as mesmas posições relativas na esfera celeste, e que, observados a olho nu, apresentam cintilação. Há estrelas de várias magnitudes e algumas são bem conhecidas: Estrela Polar, no hemisfério norte, serve de guia para os navegantes; Estrela D’ alva é o planeta Vênus, quando aparece pouco antes do amanhecer; A estrela de Natal é a de Belém, também chamada de estrela guia, por ter mostrado aos Reis Magos o lugar do nascimento de Jesus.




Papai Noel

Personagem lendária, representada por um velho de barbas brancas e roupas vermelhas que, na noite de Natal, distribui brinquedos e presentes. Nos filmes e desenhos animados, o Papai Noel vem do Pólo Norte em um trenó puxado por renas. A rena é um animal originário da Finlândia, mamífero e resistente. Os lapônios e esquimós as domesticam e as empregam como animais de carga. No Brasil, por causa do clima, não há renas nem em zoológicos.

A história do Papai Noel, remonta ao século IV, quando o rico bispo Nicolau de Mira costumava jogar moedas de ouro por onde passava. Essas moedas eram recolhidas pela população, mas algumas caiam dentro de vasilhames, dentro de sapatos, às vezes nos buracos das chaminés, etc. e ficavam temporariamente perdidas, até quando casualmente eram encontradas, constituindo-se o fato numa agradável surpresa, assim como receber um presente.

Daí todos os anos, no dia 6 de dezembro, crianças colocavam meias e sapatos nas janelas, ou próximos das chaminés, na esperança de, no dia seguinte, encontrarem as moedas de São Nicolau. Porém, como já não existia o bispo, os pais, para manterem a ilusão, continuaram a colocar moedas e mais tarde, presentes para suas crianças.

O costume foi disseminado por todo o Ocidente e para manter a tradição de São Nicolau e escapar da censura da Reforma Protestante, que proibia o culto aos santos, os holandeses mudaram o nome de São Nicolau para Sinter Klaas. E, em decorrência dessa medida, cada povo trocou o nome ou a pronúncia. Para os franceses, Nicolau era pai do Natal - Père Noël. Em Portugal, Père foi traduzido para papai, mas não traduziram Noël, que é Natal em Português. Então, ficou Papai Noel.




Árvore de Natal

O costume de usar plantas e folhagens como símbolo e como enfeite vem da antiguidade. Os romanos já comemoravam o Ano Novo, enfeitando suas casas com folhagens. A árvore de Natal é originalmente o pinheiro, embora hoje existam muitas versões. No Nordeste do Brasil, por exemplo, há árvore de Natal adaptada com plantas ou materiais da região. São galhos secos, folhas de palmeiras, cipós, cachos de coquinhos secos e outros.

O pinheiro é um arbusto das regiões frias. Foi escolhido para árvore de Natal por não perder as folhas no outono e permanecer verde no inverno, mesmo quando coberto pela neve. Com o passar do tempo, a partir do século XV, surgiram os pinheiros decorados com maçãs e pequenas hóstias brancas. A prática foi copiada por outros povos, trocando-se apenas os enfeites. É comum no período do Natal as famílias armarem suas árvores, cada uma mais original do que a outra.




Sinos

Instrumento em geral de bronze, em forma de cone invertido, que é percutido na superfície interna por um badalo ou na externa por um martelo, produzindo sons. Geralmente é colocado nas torres e campanários. Do latim signu; sinal. Era usual tocarem os sinos nas torres das igrejas, chamando o povo que se mantinha entretido passeando nas festas de rua ou assistindo aos folguedos natalinos, como as cheganças, os fandangos, as marujadas e outros, para assistir a missa do galo. Era o sinal dizendo que a missa já ia começar. O sino também é representado pelas guirlandas que enfeitam a porta principal das casas. A letra da música natalina Sinos de Belém diz:

Bate o sino pequenino, sino de Belém, já nasceu Deus menino para o nosso bem...




Vela

Para o cristianismo a vela representa a fé, a luz, a presença do Cristo. Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8, 12). As velas estão presentes nas alegrias e nas tristezas. Pode-se dizer que a vela esta nas cerimônias de vida e morte. Antigamente muitas árvores de Natal eram iluminadas por velas.




Cartão de Natal

A palavra cartão se refere a um papel encorpado, papelão. No cartão-postal, em uma das faces, há uma ilustração e na outra, espaço reservado para a correspondência. O primeiro cartão de natal surgiu, casualmente, na Inglaterra, em 1845. O pintor John Calcott Horsley desenhou uma família ao redor de uma mesa farta. Na cabeceira, o dono da casa distribuía comida a crianças pobres. Complementando o cartão, escreveu uma mensagem que lhe pareceu oportuna àquela festa. A Merry Christams and a Happy New Year (Um alegre Natal e um feliz Ano Novo).

Os direitos autorais desse pequeno quadro foram adquiridos por Henry Cole, que mandou imprimir mil cópias e as distribuiu com amigos. Aos poucos, a iniciativa começou a ser imitada, ganhou popularidade por volta de 1875, quando o litógrafo Louis Prang, em Boston, começou a imprimir e vender cartões de natal coloridos. A imagem ia mudando mas permaneceram, em todas elas, aquelas palavras do primeiro cartão. Esse costume virou tradição. No Brasil, também se usa muito o envio de cartões de natal.




Música

O Natal tem também suas músicas específicas, que fazem não só a noite de Natal, mas todo o ciclo natalino, mais belo. As músicas natalinas contribuem para despertar no homem os sentimentos de fraternidade, de reconciliação e caridade. Antigamente, não havia músicas com temas natalinos. A primeira surgiu no Natal de 1820, na Áustria, Silent night, holly night, de Fraz Grubert e Josef Mohr. Surgiram versões em todas as línguas e no Brasil, ela foi intitulada de Noite Feliz.

Depois veio a inglesa White Christmas de Irving Berlin para o filme Holiday Inn. Em Portugal, a preferida é Adeste Fildelis, escrita em latim por autor desconhecido. Outra bastante conhecida é Jingle Bells de James Pierpont, Boston, 1857. No Brasil ela é conhecida por Sinos de Belém.



"Bate o sino
Pequenino
Sino de Belém
Já nasceu
O Deus Menino
Para nosso bem
Bate o sino
Pequenino
Sino de Belém
Já nasceu
O Deus Menino
Para nosso bem
Venham pastorinhos
Venham a Belém
Vamos ver Maria
E Jesus também

Vamos minha gente
Vamos a Belém
Pois
Já veio ao mundo
Jesus, nosso bem
Bate o sino
Pequenino
Sino de Belém
Já nasceu
O Deus Menino
Para nosso bem
Bate o sino
Pequenino
Sino de Belém
Já nasceu
O Deus Menino
Para nosso bem

Eu ouvi
Tocar o sino
Eu ouvi
Chamar por mim
Sendo eu
Tão pequenino
Quem
Me chamará assim?
Hoje a noite é bela
Oração final
A todos desejamos
Um feliz Natal"


4 comentários:

meus instantes e momentos disse...

Ilumine o Natal com esperança de amor, esperança de dias melhores. Ilumine um olhar, com cumprimentos de felicidades e paz. Ilumine seus dias, para que deles sejam lembrados, os melhores instantes e momentos de alegria. Ilumine sua família, para que não esqueçam que a base de tudo é amor e compreensão. Ilumine seu natal, para que não seja mais uma festa, e sim uma lembrança de uma época inesquecível e abençoada. Feliz Natal!!!
Maurizio

DO disse...

Muito interessante,CECILIA. Particularmente eu passei a gostar muito da figura do Papai Noel e do fascínio que ele exerce nas pessoas,especialmente nas crianças.

Beijão!

Izinha disse...

Q este novo ano q se aproxima traga à vc um universo de felicidade e q seus sonhos
sejam conquistados, suas esperanças renovadas e q a paz tão necessária seja encontrada...

Feliz 2009!

Tem um presentinho esperando por vc, com muito carinho...

bjos...Izinha.

Sieger disse...

Felicidades, Ceci!
Mta luz pra nos em 2009