domingo, 22 de março de 2009

:D

Final de semana estranho...
Só eu e Mainha em casa. Painho foi pra João pessoa levar um pessoal (ele é taxista), Mozart saiu com a namorada e Matheus foi pra casa da avó (ela veio buscar depois de meses dizendo que tinha um aniversário pra ele ir. Tem que ser assim, ter um atrativo ou ele se nega a ir...)
Estou gripada e a tosse só ataca a noite, então não senti muita disposição para sair, passo o dia todo com sono...
Muito estranho a casa vazia de tudo. Mesmo quando Matheus vai pra casa da avó ou de João Gabriel (amiguinho da escola, Matheus passou o carnaval com ele e os pais) tem meu pai em casa ‘aperriando’ o juízo da gente (rsrs). Mais no final da tarda a casa ganha vida outra vez (Matheus chega).

Estava comentando com Mainha como ele dá vida a casa e lembrei do primeiro final de semana que ele foi pra casa da avó. Foi o pior final de semana da minha vida, foi depressivo: cheguei do trabalho e não encontrei ele no quarto, fui olhar no de Painho e nada.
- Mãe, cadê Matheus?
- A avó veio buscar!
-Ãh, o que???
E ela fez uma cara de: fazer o que? Não tinha outro jeito...
Foi estranho ir dormir sem dar um beijinho nele e acordar sem ouvir o barulho dele brincando na sala. E volta e meia me pegava procurando ele pela casa por causa do silencio, me dava conta de que ele não estava e triste voltava a fazer o que tava fazendo... A melhor coisa do mundo foi ouvir o gritinho dele no portão chamando pelo pai (a avó mandava chamar o pai). Nem preciso dizer que a casa toda ficou morta e todo mundo (pelo menos, eu, Mainha e Painho) de cabidela, né?


Aí Mainha comentou da primeira vez que eu viajei sem ela.
Foi para Fazenda Nova com Voinha. Eu me lembro bem dessa primeira vez, foi um marco.


Eu, Nuno e Matheus.
Quintal da Casa de Voinha (julho/08)


Pórtico de Fazenda Nova
Imagem retirada
Daqui
Lembro das recomendações de Mainha para obedecer a Voinha e tia Leo, escovar os dentes, comer direito, etc. lembro que quase todos os dias ia com Tia Leo à telefônica para ligar pra casa (naquela época não existia celular, pelo menos ninguém da família tinha e mesmo se tivesse não funcionaria lá, até hoje só uma operadora tem sinal lá), era engraçado, tinha uma telefonista e umas 4 cabines, não lembro bem, a gente dava o número do telefone, ela discava, a gente falava na cabine (que tinha porta), e depois pagava, aí se fosse final de semana iríamos para o parque (lá em Fazenda Nova é festa de SantAna no mês de julho, justamente o mês que Voinha vai pra lá e também mês de aniversário dela). Lembro que adorei ter ido com Voinha, principalmente porque ela cuidava muito de mim, me dava atenção, mimava... Todos os dias pela manhã e a noite ela me dava leite quentinho (ainda hoje fico esperando chegar a época de ir pra Fazenda Nova pra tomar aquele leite, comer o doce de leite e a manteiga que Voinha faz, tem um gosto delicioso de infância...), passava o dia brincado pela casa e pela rua com meus primos, andávamos a cavalo, subíamos nas pedras, íamos passear no Parque das Esculturas, no Teatro onde é encenada a Paixão de Cristo... e no final da tarde íamos tomar banho na fonte (o único lugar que não faltava água na cidade, até hoje é assim, se bem que Voinha fez duas cisternas, mas tem que usar com muita parcimônia).

Eita que deu uma saudade boa danada daquele tempo... Tempo em que a única preocupação eram as brincadeiras, a comidinha que iria dar às bonecas, os jogos que faríamos... Tempo em de sonhos a serem realizados a loooongo prazo, de muita inocência... Tempo em que a casa ficava muito pequena para tantos filhos e netos, tempo em que a família toda se reunia...

E sabem de uma coisa? Eu vejo tudo se repetir com os bisnetos. Matheus e outros bisnetos, assim como Nuno (neto mais novo) contam os dias para as férias de julho, férias onde eles têm tanta liberdade e prazer...

Então é isso, começo a semana com um gosto bom de férias de infância na casa de minha avó...

Matheus e Nuno andando a cavalo
e painho que não desgruda do neto a pé.

Nuno e Matheus na pedra no quintal
da casa de Voinha (dá pra ver o telhado da casa)

Matheus na pedra no quintal da
casa de Voinha


Parque das Esculturas
Imagem
Daqui

Beijinhos, Beijinhos...
PS: Referente ao post anterior:
Matheus é bem discretinho, mesmo fazendo essas perguntas embaraçosas; ele as faz para mim e em voz baixa, se tiver gente perto ele fala ao meu ouvido, me pede pra baixar e fala. É muito engraçado...
Ainda bem nunca passei vergonha por conta disso (espero nunca passar). :)

8 comentários:

Mauri Stern Boffil disse...

Eu sinto falta quando alguem viaja ou passa o fi de semana fora aqui em casa...

Jens disse...

Oi Cecília.
Que modo maravilhoso de iniciar a semana: com um gosto bom de férias de infância. Infantes como o teu Matheus possuem o dom de despertar os nossos bons sentimentos e reavivar nossas melhores recordações.
Um beijo e uma boa semana pra você também. Arriba!

P! disse...

Nssa, deve ser uma delícia mesmo esse "gostinho de férias na casa da avó"... Eu não tive essas coisas. Boa semana pra vc! Beijo!

DO disse...

O Matheus é um privilegiado,Cecilia. Pode ter certeza que ele nunca vai esuqecer disto qdo crescer.

Beijão!!

Soninha disse...

Olá, Cecilia!
Criança é tudo de bom ponto com, né!
Adorei saber de seu final de semana em casa e sobre parte de sua infância.
Também quero lhe agradecer por suas visitas lá no Roda de Prosa e pelo dia dos blogueiros.
Eu nem sabia que tinha dia disto....kkkkkkkkkk
Sou iniciante neste mundo blogueiro e desconheço muita coisa.
Obrigada, amiga, por seu carinho e amizade!
Felizes dias de blogueira, sempre!
Muita paz! Beijossssssssssssss

Elcio Tuiribepi disse...

Olá...lembrar da infância é bom demais, minha vó por exemplo colocava embaixo de meu travesseiro um chocolate, ou uma bala...coisas do tipo...
Criança quando não está em casa é sinônimo de silêncio...a gente logo sente falta...bom lembrar de inocência...um abraço na alma

Tatiana disse...

Como são boas essas recordações e momentos gravados nas fotos!!!

Agradeço a sua presença em palavras no meu blog.

Um dia repleto de dádivas para você!

Um beijo carinhoso

O Profeta disse...

O silêncio da solidão mora em meus olhos
Revela-se na tristeza, retém a palavra amarga
Tem a nudez de um aguaceiro de Maio
Uma garganta presa em grades que a voz embarga

Hoje a Ilha acordou presa ao silêncio
Os pássaros voaram no chão de barro frio
Esqueceram-se de subir ao azul
Lavaram as penas nas águas de um rio


Convido-te a descansar a alma nas minhas pedras de Ouro

Boa semana


Mágico beijo