segunda-feira, 28 de março de 2011

Autismo



“... O autismo, embora possa ser visto como uma condição médica, também deve ser encarado como um modo de ser completo, uma forma de identidade profundamente diferente ...”
(OLIVER SACKS)
Fonte

O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes questões por responder.
Há 20 anos, quando surgiu a primeira associação para o Autismo no país, o Autismo era conhecido por um grupo muito pequeno de pessoas, entre elas poucos médicos, alguns profissionais da área de saúde e alguns pais que haviam sido surpreendidos com o diagnóstico de Autismo para seus filhos.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência totalmente normal.
O Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no usa da imaginalção.
É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anteriormente à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através de você como se você não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome.
Freqüentemente suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e usam as pessoas como utensílios para obter alguma coisa que queiram.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e a imaginação (a chamada tríade), e consequentemente apresentam problemas comportamentais.
Muita vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir comunicar a ninguém pode ocasionar problemas como auto-agressão ou agressão aos outros.
Fonte

Diagnóstico
Os sistemas diagnósticos (DSM-IV e CID-10) têm baseado seus critérios em problemas apresentados em três áreas, com início antes dos três anos de idade, que são:
a) comprometimento na interação social,
b) comprometimento na comunicação verbal e não-verbal, e no brinquedo imaginativo,
c) comportamento e interesses restritos e repetitivos. 

É relevante salientar que essas informações devem ser utilizadas apenas como referência.

Recomenda-se caracterizar a queixa da família: sinais, sintomas, comportamento, nível de desenvolvimento cognitivo e escolar do indivíduo - quando for o caso, relacionamento inter-pessoal, investigar os antecedentes gineco-obstétricos, história médica pregressa, história familiar de doenças neurológicas, psiquiátricas ou genéticas, analisar os critérios do DSM-IV-TR ou da CID-10, realizar avaliações complementares (investigações bioquímicas, genéticas, neurológicas, psicológicas, pedagógicas, fonoaudiológicas, fisioterápicas), pensar a respeito do diagnóstico diferencial, investigar a presença de co-morbidades, classificar o transtorno, planejar e efetivar o tratamento.


Condições que podem estar associadas ao autismo:
Acessos de raiva
Agitação
Agressividade
Auto-agressão, auto-lesão (bater a cabeça, morder os dedos, as mãos ou os pulsos)
Ausência de medo em resposta a perigos reais
Catatonia
Complicações pré, peri e pós-natais
Comportamentos autodestrutivos
Déficits de atenção
Déficits auditivos
Déficits na percepção e controle motor
Déficits visuais
Epilepsia (Síndrome de West)
Esquizofrenia
Hidrocefalia
Hiperatividade
Impulsividade
Irritabilidade
Macrocefalia
Microcefalia
Mutismo seletivo
Paralisia cerebral
Respostas alteradas a estímulos sensoriais (alto limiar doloroso, hipersensibilidade aos sons ou ao toque, reações exageradas à luz ou a odores, fascinação com certos estímulos)
Retardo mental
Temor excessivo em resposta a objetos inofensivos
Transtornos de alimentação (limitação a comer poucos alimentos)
Transtornos de ansiedade
Transtornos de linguagem
Transtorno de movimento estereotipado
Transtornos de tique
Transtornos do humor/ afetivos (risadinhas ou choro imotivados, uma aparente ausência de reação emocional)
Transtornos do sono (despertares noturnos com balanço do corpo)



Tratamento e prognóstico
A gravidade do autismo oscila bastante, porque as causas, não sendo as mesmas, podem produzir significativas diferenças individuais no quadro clínico. Desta forma, o tratamento e o prognóstico variam de caso a caso.

Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal.
O transtorno autista é permanente, até o presente momento, não tem cura.
O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.
Um tratamento adequado é baseado na consideração das co-morbidades para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo.

A terapêutica pressupõe uma equipe multi- e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e orientação familiar), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico.

A base da terapêutica presume o envolvimento da família.
A farmacoterapia continua sendo componente importante em um programa de tratamento, porém nem todos indivíduos necessitarão utilizar medicamento.
Não existe medicação e nem tratamento específicos para o transtorno autista.
O sucesso do tratamento depende exclusivamente do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos.

“Eu construí uma ponte
Além de nenhum lugar, através do nada
E queria que existisse algo no outro lado
Eu construí uma ponte
Além da neblina, através da escuridão
E desejei que estivesse luz no outro lado.
Eu construí uma ponte
Além do desespero, através da desconsideração
E sabia que poderia ter esperança no outro lado.
Eu construí uma ponte
Além da falta de ajuda, através do caos
E acreditei que poderia existir força do outro lado.
Eu construí uma ponte
Além do inferno, através do terror
E era uma boa, forte e bonita ponte.
E era uma ponte que eu construí
Com apenas minhas mão por ferramentas
Minha obstinação como suporte
Minha fé como medida e meu sangue como pregos.
Eu construí uma ponte
E a atravessei, mas não havia ninguém
Para me encontrar do outro lado”.
Fonte


Por que resolvi postar sobre o autismo?
Não sei! Não faço a menor ideia...
Simplesmente resolvi pesquisar e colocar algumas coisas que encontrei. Não conheço ninguém que seja autista, mas é algo que sempre me inspirou muita curiosidade. Sempre que penso no assunto, penso em uma criança solitária no canto da sala...


Mais aqui


imagens colhidas da internet


5 comentários:

Jens disse...

Oi Cecília.
Certamente o teu post será de utilidade para alguém.

Beijo.

Tatiana disse...

Belíssima pesquisa... Com certeza ajudará a muitos a entenderem o problema que afeta tantas pessoas.

Obrigada por suas palavras referente a Campanha de Doação de medula óssea. Nossa união pode ajudar a salvar mais vidas!

Um abraço carinhoso

Soninha disse...

Olá, Cecilia!

Legal sua pesquisa.
Sabe...em minha família tem altista... É a irmã caçula de minha mãe.
Hoje ela está com 58 anos.
Legal, né?!
Valeu!
Muita paz! Beijosssssssss

Elcio Tuiribepi disse...

Cecilia...dia 2 de abril é o dia do autista ou do autismo como queira...
Existem 70 milhoes de autistas no mundo...
É mais comum que o cancer, a aids e outras doenças...minha filha chegou em casa hoje com uma blusa referente a passeata, a manifstação no dia 2...
Ela esta trabalhando provisoriamnte num colégio que inclui os autistas...um trabalho muito bonito de inclusão...
Mandou bem na escolha da postagem...
Um abraço na alma
Beijo

Anônimo disse...

estou fazendo um trabaçho a respeito do tema, obrigada, ajudou bastante ;)