segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Reencontro - um conto


Quando se conheceram Roberta tinha 18 e Cristiano 21, foi paixão à primeira vista. As coisas aconteceram de forma inesperada, ao acaso, se não fosse por destino. Estavam em um congresso de Arquitetura, ela como estagiária da empresa de divulgação do evento (cursava 1º ano do curso de marketing) e ele participava como congressista.
Foi uma semana de encontros e desencontros, de trocas de olhares que diziam mais que milhares de palavras, aquela sexta-feira era o último dia do congresso, e ele sabia que poderia ser sua última e talvez única chance de se aproximar, de tentar falar algo. Ela tinha um rosto angelical, um olhar marcante e um corpo que chamava atenção quando caminhava com desenvoltura e graça, apensar da aparente timidez, pelo salão. Tentando, em vão, controlar as batidas do coração, Cristiano se aproximou, depois de se apresentar e trocar com ela poucas palavras, reservadamente a convidou para sair após o encerramento do evento. Mesmo com certa hesitação Roberta resolveu aceitar o convite, ela sentia que aquele rapaz dono de lindos olhos verdes era o seu grande amor.
            Foram a um restaurante no centro histórico da cidade, a noite foi muito agradável e as horas passaram céleres. Conversaram sobre suas vidas, sonhos, planos para o futuro, descobriram que tinham muitas coisas em comum e também muitas diferenças que em nada diminuíam a paixão que surgia entre eles.
            Sábado a tarde Cristiano voltou para sua cidade com a promessa de entrar em contato com ela assim que chegasse e Roberta esperançosa desejava que seu amado cumprisse a promessa feita no momento do embarque. A ansiedade era grande e as horas passavam lentas para ambos, o desejo de estarem juntos, a vontade de ouvir a voz um do outro era grande.
            Os dias iam passando, eles se falavam sempre, todos os dias, várias vezes ao dia (internet, telefone, mensagem de texto...) e cada vez mais a vontade de estar juntos aumentava, e conforme o tempo passava descobriam mais coisas em comum e a paixão ia crescendo mais e mais.
            Não demorou muito Cristiano voltou à cidade de Roberta, aproveitou um feriado prolongado e passaram maravilhosos dias juntos, apenas os dois. Naqueles dias de amor e paixão a menina meiga e doce se fez mulher, os anos foram passando, anos de muito amor, paixão, companheirismo e cumplicidade, porém algo não estava mais tão perfeito e a vida os levou por caminhos diferentes, sem nunca apagar de seus corpos, corações e mentes aqueles anos de amor que ficaram para sempre marcados.
            E dez anos depois do rompimento, ao verem suas roupas no chão, o vinho e as taças pela metade na mesa e seus corpos na cama após uma tórrida noite de amor comprovam que a chama da paixão entre nunca se apagou, eles relembram o passado tão presente em suas vidas como se nunca tivessem se separado um dia, como se não houvesse nada entre eles...


Cecília Campello

Imagem aqui









































































































Câncer de Mama

3 comentários:

Beti Timm disse...

Que bom qdo as coisas acabam bem. Muitas vezes nós mesmos fizemos nossa hitória, e mesmo com percalços e surpresas do destino, qdo os sentimentos são verdadeiros o final feliz sempre vinga, não importa qdo nem como.

Lindo lindo!!

Beijinhos

DO disse...

E tem gente que não acredita em amor...
beijos,Cecilia!!

Canto da Boca disse...

Bela história, Cecí!

Obrigada pela ida ao Canto!

Um beijinho!

;)