quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eu por Cecília Campello

Me olhando nos olhos!
            Acho engraçado quando percebo a visão romântica que as pessoas têm de mim, a maioria acha que sou uma pessoa doce e fácil de lidar (algumas poucas pessoas têm a primeira impressão de que sou chata e metida, não estão totalmente enganadas, mas sou principalmente tímida). Sempre que alguém fica dizendo o quanto sou doce e legal digo logo pra passar um mês na mesma casa que eu, só assim poderá saber quão ácida posso ser (sou). Muitos não fazem idéia, mas por trás dessa carinha de menina calma, de mulher tranqüila está uma pessoa que se irrita com facilidade e que é extremamente irritante, uma mulher de personalidade forte que sabe defender seu ponto de vista e não se dobra facilmente, super sincera e que não faz questão alguma de agradar seja quem for, não falo o querem ouvir e sim o quero, penso e sinto; dissimular sentimentos não é pra mim, não aprendi a fazer isso e sinceramente não aprenderei (não pretendo). Sou transparente, meus olhos falam por mim (e são “linguarudos”, não escondem segredos, falam exatamente como sou). Olho nos olhos!
            O bom humor não está entre minhas maiores qualidades, não sei fazer piadas e demoro a entender uma, a não ser que seja uma dessas bem bestas – sou demente – não me perguntem sobre programas de humor e nem sobre humoristas, não os conheço. Calma! Não sou uma pessoa tão mal humorada assim e também não é tão difícil assim arrancar uma risada de mim, sou de bem com a vida, às vezes até tenho o riso fácil (e sempre sincero)!
            Gosto das coisas do meu jeito e ao meu tempo, não suporto quando me mandam ter calma (na verdade isso me estressa). Sou mimada e detesto ser contrariada! Sei que isso não é uma característica minha apenas, mas ser contrariada realmente me irrita muito, esperar pra mim é um tormento, sou muito pontual e quando me atraso (ou sou atrasada) fico muito chateada. Sou impulsiva e imediatista, as coisas são pra já, pra ontem. Faço as coisas e depois penso no que fiz, isso quando tenho tempo de pensar...
            Não gosto de injustiça, violência ou preconceitos, seja o tipo que for: raça, credo, relativo a sexualidade... Não gosto de falta de respeito ou desonestidade. Mentira e falsidade me deixam com raiva. Quer me ver “soltando fogo pelas ventas”? Tente me enganar, fazer de boba ou minta pra mim; você corre um sério risco de perder a amiga ou se for meu namorado certamente ficará solteiro e agradeça se tiver a chance de reconquistar a amiga, já que perdeu a mulher (muitos não conseguiram fazê-lo) e se for minha/meu amiga(o) sinta-se satisfeito se tiver uma segunda chance (é raro de acontecer) não gosto de me decepcionar (ninguém gosta) portanto não gosto de correr o risco de deixar que isso aconteça pela segunda vez. Não é que eu guarde mágoas, não guardo e também não gosto de ficar remoendo acontecimentos desagradáveis, mas de uma coisa pode ter certeza: não esqueço o que me fazem, seja bom ou ruim, sempre lembro tudo, relevo e apenas não fico pensando ou falando até porque posso ser cruel quando provocada e sei escolher muito bem as palavras de modo que podem ferir mais que uma arma (aliás, palavras são armas poderosas quando bem usadas).

              Uma coisa é fato: Não sou intransigente, sou bastante compreensiva e as vezes acho que sou flexível até demais. Não gosto de discussões e nem de brigas, faço de tudo pra não entrar numa, mas se resolvo ‘comprar’ uma briga vou até o fim (costumo dizer que dou um boi pra não entrar numa briga, mas se estou numa dou uma boiada pra não sair).
            Sou sentimento, a razão não é meu forte! Sou intensa no que sinto e faço. Quando gosto gosto, quando não gosto não gosto e se me apaixono sou romântica sem medo de se piegas, mergulho de cabeça, vivo cada instante sem me preocupar com o amanhã (o que vale é ser feliz), não tenho medo das conseqüências, estou sempre disposta a arcar com todas e se as coisas não saem como quero ou espero choro por um instante e peço socorro às minhas amiguinhas, basta um ‘preciso sair, tenho que ver gente’ e já entendem o que está acontecendo e em pouco tempo estamos num bar, restaurante ou boate rindo de tudo e de todos. A Beti Timm já me socorreu com suas sábias palavras, conselhos e “colo” virtual (já que é geograficamente impossível ela me dá colo, mas sabe fazer isso muito bem mesmo que seja por e-mail).
            Falando em amigos tenho poucos, pouquíssimos. Aprendi a separar bem os colegas, amigos de mesa/farra e amigos, poucas vezes me engano. Também sou amiga de poucos, mas se digo: Sou sua amiga, conte comigo. Tenha certeza que você tem uma amiga leal, fiel e para todas as horas, capaz de desmarcar uma saída com o namorado (mesmo estando apaixonadíssima) para ir ao socorro de uma amiga, já o fiz. Sou observadora, levo um certo tempo para me aproximar de alguém, gosto de pisar em terra firme, sou muito sensível e respeito demais minha felicidade, detesto chorar isso me faz sentir fraca/frágil o que não me agrada em nada. Não sou de me preocupar com o que pensam sobre mim, provavelmente porque não gosto de julgar.
                Mas dentre todas essas características/qualidades – aprendam: Eu não tenho defeitos, tenho apenas características/qualidades que agradam mais ou menos de acordo com a ocasião – as que as pessoas percebem com mais facilidade é o fato de eu ser carinhosa, prestativa (gosto de ajudar e ouvir, sou ótima ouvinte) e talvez por isso pensem que sou tão doce e meiga assim.
                  Sou uma mistura de tudo com um pouco e de um pouco com tudo. Sou EU, assim Cecília Alves Campello, chata e meiga; orgulhosa e companheira; metida e carinhosa; explosiva e brincalhona; antipática e legal; imediatista e compreensiva; estressada e prestativa; implicante e flexível; impaciente e positiva; ácida e doce; mal humorada e amiga... Simplesmente EU (quer gostem quer não. To nem aí, só quero ser feliz!). 




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