quinta-feira, 28 de março de 2013

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             Roberta sentiu seu coração bater forte e pensou que aquilo só poderia ser uma brincadeira do destino, o tempo pareceu parar por instantes quando do hall de entrada do hotel o seu olhar cruzou com o de Cristiano, seu primeiro e grande amor... Desta vez estavam em uma linda e paradisíaca praia do litoral do nordeste brasileiro e cada acompanhado por seu cônjuge. À medida que ia se aproximando do balcão da recepção para fazer o check in e chegava mais perto de Cristiano o seu coração acelerava mais, sentia como se tivesse borboletas em sua barriga e tonta se perguntava como ele ainda poderia causar aquela sensação nela, como poderia ter tanta influência sobre seus desejos e sentimentos, mesmo depois de tantos anos de separação e ela ainda estava em uma ótima fase em seu casamento, estava apaixonada como nunca esteve antes pelo seu marido, sentia que verdadeiramente amava e era amada; sim, isso só poderia ser uma ilusão uma confusão por causa do cansaço da viagem... Mas o que Roberta não poderia imaginar é que toda aquela confusão de sentimentos também era sentida por Cristiano, que disfarçadamente tentava preencher a ficha de registro do hotel como se nada estivesse acontecendo, como se na estivesse sentindo nada, simulando seus sentimentos e desejos para que ninguém pudesse perceber o que se passava ali. Ele estava nervoso, percebia que sua mão suava, estava se sentindo um adolescente... Como ela estava radiante, muito mais linda do que da última vez que se encontraram, ah, como o tempo a fez bem...
            Cumprimentaram-se educadamente como se fossem dois estranhos (dissimulando seus sentimentos), ao terminarem o check in cada um subiu para o seu quarto agradecendo o adiantar da hora e o cansaço da viagem que não os permitiria ficar pensando no encontro e não se veriam mais, pelo menos não naquela noite... Os demais dias que estivessem no hotel? Bem, estes dias teriam que cuidar para não transparecer desconforto que sentiam por estarem ali tão perto um do outro e principalmente pelas sensações que esta proximidade causava, pelo turbilhão de sentimentos que se misturavam e faziam a maior confusão em suas cabeças e corações. A noite passou lenta e demoradamente, a ansiedade de como seria o dia seguinte os consumia, se encontrariam no café da manhã? Fariam algum passeio juntos? Se encontrariam em algum restaurante da cidade no almoço ou no jantar? Como seriam estes encontros caso acontecessem? Conseguiriam conter os sentimentos? E essas horas que não passavam e o dia insistia em não raiar fazia com que ficassem impacientes e ainda mais cansados...
            O dia finalmente amanheceu e Roberta sem nenhuma pressa separou uma roupa, tomou um banho demorado enquanto tentava não pensar que Cristiano estava dormindo em algum quarto daquele hotel. Quando terminou de se arrumar descera para o restaurante para tomar café da manhã. Enquanto isso Cristiano olhava o mar da varanda do quarto sem imaginar que a alguns passos, no outro lado do corredor ficava o quarto de Roberta...
            Após tomar café da manhã Roberta e seu marido foram para um passeio de barco e aproveitaram para mergulhar entre os peixes e recifes, o dia passou tranqüilo e agradável e praticamente não tiveram tempo de pensar no encontro da noite anterior. A noite, porém, guardava algumas surpresas. Um famoso bar e restaurante da cidade promovia em noites de lua cheia um grande e belo lual à beira mar e foi lá na hora do jantar que se encontraram e mais uma vez dissimularam os sentimentos e agiram como se não fossem conhecidos...
            A festa chata e sem graça, então Roberta resolveu caminhar pela beira mar, molhar os pés na água, estava tão absorvida em seus pensamentos que não se deu conta do quanto já tinha se afastado do local da festa, apenas quando chegou perto de umas pedras que vinham desde mar até a areia é que percebeu o quanto tinha andado e como estava afastada, percebeu também que apesar de ser um lugar deserto não estava só, sentado a uma pedra ela reconheceu, com certa dificuldade, a silhueta de Cristiano que já vinha em sua direção. Ao aproximaram-se as palavras foram dispensadas, abraçaram-se e ali mesmo fizeram amor, de um jeito tão intenso com um desejo que até então desconheciam...
            Os dias passaram como se aquela noite nunca tivesse acontecido, Roberta fez uma viagem feliz com seu marido e Cristiano passou os melhores dias de sua vida ao lado de sua esposa. Ao voltar para casa Roberta teve certeza que aquela linda história de amor tinha sido encerrada e foi definitivamente no passado e agora ela sabia que poderia seguir feliz com seu amado e querido marido. 




Cecília Campello
27/03/2013


Imagens retiradas da internet (google)

4 comentários:

DO disse...

O amor é uma ciência inexata e não existem formulas magicas de felicidade. Mas não é meio estranho,uma pessoa continuar sendo feliz ao lado de outra,tendo tido tantas emoções com uma terceira??
Coisas que não se explicam,rss
Beijos!

Cecília disse...

Pois é, DOzinho... Coisas inexplicáveis da vida... rsrsss
Beijo grande!

Zeca disse...

Cecilinha!

Que gostoso encontrar mais um texto seu aqui! E ainda descobrir que, mesmo de vez em quando, outros textos vieram colorir estas páginas. Ando tão afastado dos blogues... foi bom você ter colocado o link no face... só assim tive o prazer de ler este belo conto de sua autoria, se bem que, histórias como esta não são tão difíceis de acontecer...

Beijo, garota!

Anônimo disse...

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